sábado, 30 de maio de 2020

O sentido do Pentecostes

Para entendermos o verdadeiro sentido da Solenidade de Pentecostes, precisamos partir do texto bíblico que nos apresenta na narração: “Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At, 2, 1-6). Essa passagem bíblica apresenta o novo curso da obra de Deus, fundamentada na Ressurreição de Cristo, obra que envolve o homem, a história e o cosmos.

O Catecismo da Igreja Católica diz que: “No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da Sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
Nessa celebração somos convidados e enviados para professar ao mundo a presença d’Ele [Espírito Santo]. E invocarmos a efusão do Espírito para que renove a face da terra e aja com a mesma intensidade do acontecimento inicial dos Atos dos Apóstolos sobre a Igreja, sobre todos os povos e nações.
Por essa razão, precisamos entender o significado da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade: “O termo Espírito traduz o termo hebraico Ruah que, na sua primeira acepção, significa sopro, ar, vento. Jesus utiliza precisamente a imagem sensível do vento para sugerir a Nicodemos a novidade transcendente d’Aquele que é pessoalmente o Sopro de Deus, o Espírito Divino. Por outro lado, Espírito e Santo são atributos divinos comuns às Três Pessoas Divinas. Mas, juntando os dois termos, a Escritura, a Liturgia e a linguagem teológica designam a Pessoa inefável do Espírito Santo, sem equívoco possível com os outros empregos dos termos espírito e santo” (CIC, n. 691).
A Solenidade de Pentecostes é um fato marcante para toda a Igreja, para os povos, pois nela tem início a ação evangelizadora para que todas as nações e línguas tenham acesso ao Evangelho e à salvação mediante o poder do Espírito Santo de Deus.
O Papa Bento XVI fala sobre esse processo de reunificação dos povos a partir de Pentecostes: “Tem início um processo de reunificação entre as partes da família humana, divididas e dispersas; as pessoas, muitas vezes, reduzidas a indivíduos em competição ou em conflito entre si, alcançadas pelo Espírito de Cristo, abrem-se à experiência da comunhão, que pode empenhá-las a ponto de fazer delas um novo organismo, um novo sujeito: a Igreja. Este é o efeito da obra de Deus: a unidade; por isso, a unidade é o sinal de reconhecimento, o ‘cartão de visita’ da Igreja no curso da sua história universal. Desde o início, do dia do Pentecostes, ela fala todas as línguas. A Igreja universal precede as Igrejas particulares, as quais devem se conformar sempre com ela, segundo um critério de unidade e universalidade. A Igreja nunca permanece prisioneira de confins políticos, raciais ou culturais; não se pode confundir com os Estados, nem sequer com as Federações de Estados, porque a sua unidade é de outro tipo e aspira a atravessar todas as fronteiras humanas” (Bento XVI, Homilia na Solenidade de Pentecostes, 23 de maio 2010).
Temos necessidade do Espírito Santo Paráclito no nosso tempo: Veni, Sancte Spiritus!
Por: Bento XVI, Homilia na Solenidade de Pentecostes, 23 de maio 2010

O Instituto Ruah realizará o primeiro retiro espiritual de Pentecostes online

No dia 31 de Maio às 20h, o Instituto Ruah pela a primeira vez estará promovendo um retiro espiritual de Pentecostes e enceramento do mês mariano totalmente grátis, online e disponível pela as nossas plataformas digitais.  Além dos momentos de oração e súplicas ao Espirito Santo, o retiro espiritual online contará com participações especiais. A convidada Joicilene Viana da Comunidade vinde a mim fará uma pregacão,  Cintya Michele fará um momento de oração através da música,  Geovana Pinheiro de Pacoti fará uma reflexão e o ministério de música Ruah para o deixar o momento mais especial.   Acompanhe conosco !Venha participar desse momento de fé e renovação com o divino Espírito Santo.

Fontes: diretoria de comunicação do Instituto Ruah








quinta-feira, 28 de maio de 2020

Jovens das Novas Comunidades realizam tríduo on-line em preparação à Solenidade de Pentecostes


O Tríduo em Preparação à Solenidade de Pentecostes acontece dias 29,30 e 31 às 14h (horário de Brasília) no Facebook e Youtube dos Jovens Conectados.

O Pentecostes é uma das mais importantes celebrações da Igreja. É aguardado por todos nós, filhos de Deus, na expectativa que nasce da promessa do próprio Jesus: “Mas descerá sobre vós o Espirito Santo, e vos dará força, e sereis minhas testemunhas” (At 1,8).Todos nós aguardamos a vinda do Espirito Santo. Ele que já veio, mas continua vindo todos os dias até nós. Queremos os seus dons, queremos sua força, queremos a santidade e o amor daquele que é Santo e é o próprio amor do Pai e do Filho. Queremos atualizar este dom em nossa vida, e em nosso coração. Experimentar de novo a sua descida, o seu derramamento na Igreja, a sua manifestação em nossa vida.Desde a ressurreição do Senhor, neste tempo pascal, fomos caminhando nesta preparação: O Pentecostes! No ultimo domingo, 24, celebrando a solenidade da Ascensão do Senhor, de maneira intensa fomos inseridos nessa espera. Estamos numa semana de alegre expectativa! Aguardamos o Espirito Santo e queremos celebrar de forma intensa e profunda este Pentecostes.



E foi pensando nisso que os jovens das Novas Comunidades do Brasil trabalharam num projeto que visa preparar o nosso coração para este acontecimento. A partir de sexta-feira (29) você poderá acompanhar através do canal dos Jovens Conectados o Tríduo de Pentecostes! Três dias de oração, estudo, formação e preparação para recebermos o Espirito Santo.

A celebração acontecerá através de vídeos, cada um foi construído com alguns elementos que vão nos ajudar a mergulhar na graça do Pentecostes: o estudo sobre os dons do Espirito Santo; a música, (com autoria própria das Novas Comunidades), que revelam a beleza artística da Igreja e dos jovens, que nos ajuda ainda mais a rezar e expressar nossa fé, o testemunho de vivencia diária no Espirito e também a benção sacerdotal que nos impulsiona mais ainda a atualizar o Pentecostes em nós! Confira a programação on-line:


29.05 • 14h |Os Dons do Espírito Santo: Fortaleza, Sabedoria
30.05 • 14h |Os Dons do Espírito Santo: Piedade, Temor de Deus, Ciência
31.05 • 14h | Os Dons do Espírito Santo: Conselho, Entendimento

Onde? On-line às 14h (horário de Brasília) no Facebook (clique aqui) e Youtube (clique aqui) dos Jovens Conectados.

Vem conosco! Seja fiel! Prepare seu coração! Peçamos juntos: Vinde, Espirito Santo!

Por:  Leila Rubia Parma (Missionária Consagrada na Comunidade Católica Arca da Aliança e representante das Novas Comunidades na Coordenação da Pastoral Juvenil do Brasil.)

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Redes sociais em polvorosa: bênção do Papa marcou reversão da pandemia na Itália?

 Gráfico postado por padre dos EUA indica 27 de março como um ponto de virada no número de mortes na Itália: foi a inesquecível tarde chuvosa da bênção Urbi et Orbi na Praça vazia

Está começando a viralizar nas redes sociais um gráfico que representa o número de pessoas falecidas na Itália em decorrência da covid-19. A figura aponta o dia 27 de março como o ponto de reversão da curva de mortes: a partir dessa data, elas começam gradualmente a diminuir.E o que houve de particular nesse dia? Trata-se da sexta-feira em que o Papa Francisco deu a extraordinária bênção Urbi et Orbi a partir de uma Praça de São 
Pedro impactantemente vazia, num dos episódios mais arrepiantes de toda a pandemia.
A bênção Urbi et Orbi costuma ser dada somente em três ocasiões específicas: quando é eleito um novo Papa; no dia de Natal; e no Domingo de Páscoa. Além do próprio fato de se tratar de uma bênção excepcional, a Urbi et Orbi de 27 de março ocorreu junto ao assim chamado Crucifixo Milagroso de São Marcelo, uma imagem de Jesus crucificado à qual o povo romano atribuiu o fim de uma epidemia de peste que assolou a cidade em 1522. Ao lado dessa imagem, também estava posicionado na Praça de São Pedro o ícone de Maria “Sálus Pópuli Románi“, tradicionalíssima imagem de Nossa Senhora invocada como protetora da Cidade Eterna.
Uma das pessoas que compartilharam o gráfico foi o pe. John LoCoco, da arquidiocese norte-americana de Milwaukee. De acordo com a sua análise, a sexta-feira da bênção do Papa marcou a virada na tendência das mortes na Itália, então em assustadora subida, e o começo da sua diminuição paulatina: o país, que havia chegado a um pico de 919 vítimas mortais num único dia, vem agora registrando números cada vez mais baixos, como os 50 falecimentos contabilizados neste último 24 de maio.

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Naquele inesquecível 27 de março, em meio à chuva, ao vazio e à penumbra de um fim de tarde pesado e melancólico, o Papa Francisco abordou a emblemática passagem do Evangelho em que Jesus acalma a tempestade no mar da Galileia:
“À semelhança dos discípulos do Evangelho, fomos surpreendidos por uma tempestade inesperada e furibunda. Demo-nos conta de estar no mesmo barco, todos frágeis e desorientados, mas, ao mesmo tempo, importantes e necessários: todos chamados a remar juntos, todos, carecidos de mútuo encorajamento. O Senhor desperta para acordar e reanimar a nossa fé pascal. Temos uma âncora: na Sua cruz, fomos salvos. Temos um leme: na Sua cruz, fomos resgatados. Temos uma esperança: na Sua cruz, fomos curados e abraçados, para que nada e ninguém nos separe do Seu amor redentor”.
Depois da sua alocução que comoveu o mundo, Francisco fez adoração silenciosa ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia e, na sequência, deu a bênção com o Santíssimo “à cidade e ao mundo”.



terça-feira, 26 de maio de 2020

Como Maria fez da vontade de Deus o sentido da sua vida

Em certa ocasião disseram a Jesus: “Felizes as entranhas que Te amamentaram!” (Lc 11,27), ao que Ele respondeu: “Felizes, antes, os que ouvem a Palavra de Deus e a observam” (Lc 11,28).
Um olhar superficial poderia ver na resposta de Jesus uma falta de reconhecimento à sua mãe. Na verdade, as suas palavras são uma correção ao elogio inicial, direcionando-o para aquilo que, em Maria, é o mais exemplar e característico da sua fisionomia espiritual.
Em outra ocasião, em que falava às multidões, alguém Lhe disse que a sua Mãe e os seus irmãos O procuravam, ao que Ele respondeu: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?" E apontando para os discípulos com a mão disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos, porque aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mt 12,48-49).
Novamente, o que para um olhar superficial pode parecer uma falta de reconhecimento é, na verdade, um elogio e uma descrição de Maria, a Mãe do Senhor. Ela, a cheia de graça (Cf. Lc 1,28), responde com um “Faça-se” pronto e generoso, ao que Deus Lhe propõe na Anunciação, por meio do anjo Gabriel (Cf. Lc 1,38). Ela é bendita entre as mulheres, como disse Isabel na Visitação (Cf. Lc 1,42), e é feliz porque crê nas promessas de Deus (Cf. Lc 1,45).
Uma leitura atenta das Sagradas Escrituras pode encontrar uma semelhança grande entre o “Faça-se” de Maria à vontade de Deus e o do seu Filho Jesus, que no horto das oliveiras orava: “Pai, se queres, afasta de Mim este cálice! Contudo, não a minha vontade, mas a Tua seja feita!” (Lc 22,42).
É difícil e misterioso determinar exatamente quem aprendeu de quem essa confiança inabalável em Deus Pai, essa obediência inquebrantável à sua vontade, se Jesus de Maria ou Maria de Jesus. Enquanto homem, Jesus certamente aprendeu muitas coisas de Maria e de José e as Sagradas Escrituras nos dizem que era-lhes submisso durante a sua infância e adolescência (Cf. Lc 2,51). Enquanto Filho de Deus, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, Ele é, porém, o Mestre da sua Mãe e Ela a sua primeira discípula. Isso pode perceber-se na atitude habitual de Maria, de conservar e meditar os acontecimentos no coração, principalmente aqueles que desafiavam a sua compreensão e a de José. Nas Bodas de Caná, quando diz “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5), compartilha com os serventes e com todos nós uma lição aprendida ao longo dos anos de convivência íntima com Jesus: de escuta atenta, de docilidade e pronta resposta ao que Deus nos pede.
obediência de Maria é, ao mesmo tempo, criativa e cheia de iniciativa. Para descobrir o que Deus quer de nós, é necessário estar bem dispostos, cultivar uma vida de oração e familiaridade com a Palavra de Deus. É necessário estar atento aos sinais, examinar as próprias intenções, conhecer os critérios evangélicos.
Por exemplo, por que Maria decide ir visitar a sua prima Isabel, depois da Anunciação? Não é algo que o Anjo lhe peça para realizar explicitamente. Porém, Ela toma essa decisão, certamente depois de fazer um discernimento, na presença de Deus e em espírito de oração.
Por outra parte, na inquietude que expressa ao Anjo: Como será isso, pois não conheço varão?”, alguns biblistas importantes descobrem a intenção de “não conhecer varão”, como uma espécie de intenção de consagrar-se virginalmente a Deus. A resposta do Anjo esclarece Maria: a sua maternidade não faria oposição, mas realizaria plenamente o que Ela intuía previamente como a sua vocação.
Assim, também nós devemos fazer como Maria, cultivar uma atitude constante de oração, de busca da vontade de Deus para nós, conservando os fatos no coração, procurando ler os sinais de Deus. A vida cristã é um caminho fascinante, no qual Deus constantemente nos surpreende, nos chama à generosidade, porque isso é o melhor para nós. Lembremos do grão de trigo, que somente dá fruto quando morre. Essa morte é a renúncia a alguma segurança que nos ata e nos impede de crescer e desenvolver-nos como pessoas e como filhos de Deus.

Sábado, una-se ao Papa para a oração do Terço nos Jardins Vaticanos

No próximo dia 30 de maio, os católicos têm um encontro marcado com o Papa Francisco. No encerramento do mês mariano, como é tradição, o Papa rezará o terço nos Jardins Vaticanos às 17h30 locais (12h30 em Brasília). Mas, desta vez, o evento será transmitido em streaming, com comentários em português, diretamente da Gruta de Lourdes.
A duração prevista é de uma hora. Os fiéis rezarão para pedir o auxílio e o consolo de Nossa Senhora para enfrentar a pandemia do coronavírus, inspirados pelo trecho dos Atos dos Apóstolos 1,14 "Todos se uniram constantemente em oração, juntamente com Maria".  As dezenas serão rezadas por homens e mulheres representando as várias realidades tocadas pelo vírus: um médico, uma enfermeira, um paciente curado, uma pessoa que perdeu um familiar, um sacerdote, um capelão hospitalar, um farmacêutico, uma freira enfermeira, um representante da Defesa Civil, uma família cujo filho nasceu em meio à pandemia. Adesão dos santuários A iniciativa é do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.
O presidente, Dom Rino Fisichella, escreve: “Aos pés de Maria, o Papa Francisco depositará as aflições e as dores da humanidade, ulteriormente agravadas pela difusão da Covid-19.” Para o Arcebispo, trata-se de mais um “sinal de proximidade e de consolação para aqueles que, de algum modo, foram atingidos pelo vírus, na certeza de que a Mãe Celeste não desatende os pedidos de proteção”. Santuários dos cinco continentes já deram sua adesão: Lourdes, Pompeia, Fátima, Częstochowa. Na América Latina, Guadalupe e Luján, entre outros. O Santuário de Aparecida também confirmou sua participação. O evento poderá se seguido através do nosso site e das redes sociais do Vatican News.


Por: Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2020-05/papa-francisco-terco-jardins-vaticanos-pandemia.html